Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Morais.
Eu gosto tanto de sonetos, que já li quase todos de Vinicius de Morais , é tão lindo

e eu gosto bastante desse
FICA BEM E OH TAMOS AEÊ!
ÉNOZESmermão!
Por: ttt2 em Junho 5, 2008
às 3:13 pm