Publicado por: robertomantovani | Março 10, 2008

A Fé de Einstein

“A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.

Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.

Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.

Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.

Há, porém, várias maneiras de se representar Deus.

Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos.

Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias.

Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciência.”

* * * * *

“A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.

Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.

A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais nobre fonte de pesquisa científica.

Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus.”

ALBERT EINSTEIN (1879-1955)


Respostas

  1. Já tinha lido essa historia em algum lugar…. rsrs…
    Einstein era o cara mesmo!!!!
    cade os novos textos?

    Abraço Roberto!

  2. Einstein..
    O Gênio..ou talvez louco!
    Quem não é um pouco louco que atire a primeira pedra!

    ..Todos somos, só que alguns não admitem isso! =)

  3. heyy

    tá na hora de atualizar isso aqui né!
    cadê os infaliveis teorias??

    beijoss

  4. Jorge, já mudou de tema rapaz!!! Sujeito volúvel!!! Hahaha…
    Eu ainda prefiro o antigo, que agora é só meu!!! ;)

    Sobre o texto, já conversamos. É legal ver a opinião de um cientista como o Eistein. Mas acho, acima de tudo, que não vale a pena discutir sobre Deus. Não que religião não se discuta, eu sempre achei de devia ser sim debatida. O erro é tentar prová-la, porque isso sim é uma estupidez. Só se precisa de fé quando não se pode provar.

    O que eu defendo mesmo é que se respeite a fé, ou a falta dela. Em ambos os casos, existem vantagens e desvantagens. Eu mesmo, conheço bem os dois lados, e sei que ambos podem estar certos.

    Abraços.

  5. se pesquisar meu amigo vai achar algo mais recente que enstein escreveu dizendo que sua lei não era valida que se arrependeu que eram grandes besteiras agora ele servira a DES e DEUS transformou o coração dele na mais simmles e perfeita forma, u servo de DEUS

    DES abençoe vc bom dia


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